Depois da adaptação: o que começa a marcar a Educação Infantil?

Os sinais de pertencimento já aparecem dentro e fora da escola. “Hoje, ela se sente segura, não quer ir embora”, observa Erica Lima
Com o semestre ganhando ritmo, uma mudança começa a ficar evidente nas salas de Educação Infantil. Passada a fase de adaptação, os educadores identificam uma virada: a criança para de resistir ao ambiente novo e começa a pertencer a ele.
Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a entrada na Educação Infantil representa, na maioria das vezes, a primeira separação da criança dos vínculos familiares, e o tempo necessário para que ela se estabilize varia de acordo com cada criança e contexto.
Quando essa fase se consolida, algo muda no comportamento da criança, principalmente na forma como ela se relaciona com o ambiente e com as pessoas.


“A postura inicialmente mais reservada, marcada pela necessidade de segurança e reconhecimento, gradativamente dá lugar a atitudes de maior confiança, autonomia e engajamento”, afirma a educadora Jaqueline Capalbo.
Entre os indícios dessa transição, destaca-se a forma como a criança passa a se inserir nas propostas. “Elas demonstram maior iniciativa, realizam escolhas com mais intencionalidade e participam das atividades com crescente envolvimento”, comenta.
O que dizem os marcos do desenvolvimento
A BNCC define seis direitos de aprendizagem para a Educação Infantil: conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se.
• Linguagem: vocabulário em expansão acelerada; começa a narrar o que viveu e a fazer perguntas mais elaboradas.
• Socialização: aprende a dividir, esperar, negociar e a sentir falta do amigo que faltou.
• Autonomia: vai ao banheiro sozinha, serve o próprio lanche, guarda o material.
• Regulação emocional: ainda chora, ainda fica com raiva, mas começa a entender o que sente e a pedir ajuda.
• Pensamento simbólico: o cabo de vassoura vira cavalo, a caixa vira castelo.

O que os pais podem observar em casa
Uma das coisas que mais surpreende os pais nessa fase é perceber que a criança chega em casa cantando uma música que a família não ensinou ou resolve um conflito de um jeito que não partiu dos adultos de casa.
No caso de Erica Lima, mãe de Sofia, estudante da Pré-Escola I, a primeira transformação foi na relação da filha com o colégio. “Hoje, ela se sente segura, não quer ir embora. Quando vê as amigas, sai correndo para entrar”, conta.


Segundo ela, atitudes que não existiam no início do ano passaram a fazer parte da rotina, como cumprimentar os colaboradores logo na chegada.
Em casa, os reflexos aparecem principalmente na forma como a estudante passa a narrar o próprio dia. “Ela conta o que aconteceu, o que não gostou. Às vezes diz que chamou a professora para ajudar”, relata.
Aos poucos, surgem demonstrações do que foi trabalhado na rotina escolar, da escrita do próprio nome à contagem em diferentes idiomas. “Ela já escreve o nome, conta em português e em inglês, fala das cores, das emoções… e gosta de repetir em casa as atividades que fez durante o dia.”
A Educação Infantil do SANFRA
Na Educação Infantil do SANFRA, entre os 3 aos 5 anos, essas transformações são compreendidas como parte de um processo contínuo de desenvolvimento.
Ao longo da rotina, a criança passa a incorporar experiências que ultrapassam o ambiente da escola e impactam diretamente suas formas de agir, se comunicar e se relacionar no dia a dia.
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